
Este ano pela primeira vez, a nossa família juntamente com minha amiga B. e as miúdas dela, fomos celebrar o Dia das Bruxas.E acho que criámos uma nova tradição!
Esteve uma tarde de verão, mais do que um dia de Outono, mas não foi por isso que a nossa tarde e fim de dia foi menos mágico!
Fomos ter a Monsanto com o meu amigo Marc (www.camaleao.de )que tem estas ideias originais e tão divertidas, pelas 15h30. A tarde começou connosco a contruir chapéus e varinhas de bruxa com jornais velhos e ramos caídos, lãs e fitas, para termos os nossas/os bruxas/os vestidos a preceito. Ao longo da tarde fizeram-se vários jogos com os bruxos e bruxinhas que envolveu lançar feitiços, voar em vassouras ( feitas de ramos de àrvore) e acabou num jogo de pistas para encontrar a abóbora que teriamos de transformar em laterna. Como a abóbora era só uma as crianças mais velhas fizeram outras lanternas com frascos e papel vegetal pintado por elas. Acabou o dia já depois do por de sol, em que fizemos o regresso ao local de partida pelo meio da floresta iluminados pelas nossas lanternas e a bela lua que nos veio cumprimentar.

Escusado será dizer que as crianças e adultos estavam envoltos em toda aquela magia e no final ficámos todos a tentar prolongar aquele momento.
De regresso a casa, influenciados pelos desenhos animados que tinham visto nessa manhã (sim que os 4 acordaram-nos às dez para as sete num sábado de manhã!) os miúdos quiserem, enquanto nós faziamos o jantar, ir pelo prédio acima pedir doces aos vizinhos, claro que vieram eufóricos com uma tablete de chocolate, meia duzia de caramelos, umas bolachas de chocolate e um euro (que dividirem pelos 4 a magia de uma moeda que se transforma em 8), apesar de alguns vizinhos simpáticos terem-se recusado a abrir a porta!
Acabámos com um jantar à luz das lanternas que foi um descanço!
Isto levou-me a estudar um pouco sobre esta altura do ano e perceber o que está por detrás das Bruxas e das abóboras e heis o que descobri!
O Dia 31 de Outubro coincide com o Samhain que marca o fim das colheitas e o fim da metade mais luminosa do ano, ou seja o início da metade mais escura.Este festival era tradicionalmente celebrado ao longo de vários dias. Muitos escolástico acreditam que este era o início do ano celta.
No Samhain encontram-se algns elementos do festival dos mortos, devido a uma crença antiga de que a natureza estava a morrer nesta altura do ano. Os gálicos acreditavam que a fronteita entre este mundo e o mundo dos mortos se tornava mais ténue nesta altura do ano, visto a natureza estar a morrer. Acreditavam que esse facto permitia aos mortos aproximarem-se deste mundo mais facilmente pois o véu que os separava dos vivos, nesta altura do ano, tornava-se mais ténue.
As fogueiras têm um papel muito importante nesta altura do ano pois as pessoas e gado, muitas vezes caminhavam entre duas fogueiras numa cerimónia de purificação, e os ossos dos animais já mortos erama atirados para as fogueiras.
As máscaras e disfarces provêm do costume gálico de copiar ou acalmar os espíritos, personificando-os. Os nabos e abóboras eram cravados com caras para se fazer lanternas, de forma a afastar os maus espíritos.
Assim o festival celta associou-se ao dia cristão de Todos os Santos e foi influenciado por tadições seculares que resultaram no Halloween ou Dia das Bruxas.
Isso junta-se a toda esta época do ano que nós vivenciamos entre o dia 29 de Setembro, dia de S. Miguel, e o dia 11 de Novembro, Dia de S.Martinho, que também se relaciona com o fim da luz e o início da escuridão e com o recolhimento que se faz nesta altura devido aos dias começarem a ficar mais curtos e, com esse recolhimento temos de encontrar a luz dentro de nós.
Aqui ficam algumas ideias, versos, canções e histórias representativas desta época.
Verso de Micael:
Com força e coragem no coração
Todo o medo tem seu fim
Micael vai combater o dragão
Com a luz que há em mim!
Histórias e versos de S.Martinho e Outono
A lenda de S. Martinho
Há muito tempo viveu um jovem homem chamado Martinho. Mesmo em rapaz Martinho sabia que um dia teria de servir no exército, seu pai era um importante oficial do exército. E, embora deseja-se uma vida pacífica fora do exercito, ele sabia ser sua obrigação seguir a tradição de seu pai. Então, quando chegou a altura, Martinho alistou-se no exército, tornou-se oficial, e foi-lhe dado um posto na cidade de Amiens.
Numa tarde de inverno muito fria, o jovem Martinho cavalgava junto aos portões de Amiens, no seu nobre cavalo. Ele estava vestido a rigor com o seu traje militar: uma armadura luzente, um capacete brilhante, e uma bela capa branca forrada a lã branca. Estava praticamente a nevar lá fora, mas a sua capa grossa mantinha-o quente. Martinho quase não sentia o frio.
Mas, ao aproximar-se dos portões da cidade Martinho viu um mendigo, vestido com umas roupas tão rasgadas que o pobre homem estava quase nu. O homem tremia e estava roxo de frio, mas ninguém se aproximava para o ajudar. As pessoas passavam pelos portões olhando em frente, para que os seus olhos não se cruzassem com os do pobre homem enregelado.
Martinho vendo este cenário comoveu-se. Cavalgou em direcção ao pobre homem e tirou a sua capa. E, com um golpe de sua espada, rasgou a sua bela capa em duas, enrolou metade da capa em volta do homem gelado e a outra metade em volta dos seus próprios ombros.
As pessoas em seu redor olhavam espantadas. Ver um militar fazer um gesto que mostrava compaixaão era um espetáculo ridiculo para uns, mas para outros um acto comovente que mostrava a bondade existente no jovem Martinho.
Nessa noite enquanto Martinho dormia teve um sonho. Um homem apareceu-lhe, alguém que lhe pareceu muito familiar, e esse homem tinha aos ombros metade da capa que Martinho tinha dado ao pobre mendigo. E então, Martinho viu nos olhos deste homem e dentro de si, a luz do Divino que carregamos dentro de nós.
Desde esse dia, a vida de Martinho mudou para sempre. Ele soube que não mais poderia ser militar, pois o seu real desejo era viver uma vida de bem ao proximo.
Versos de S.Martinho
A luz dourada torna-se cinza
As brumas os dias vão envolver
Nuas as àrvores os seus ramos erguem
Remoinhos de folhas à terra vão descer.
Pelos campos lavradores caminham
Fazendo as colheitas num ritual
A terra guardará o seu calor
Protegendo-os do frio e de todo o mal.
Eles sabem que a luz e o calor
Vivem em nós, longe do olhar
E debaixo do braço protector
no fundo da tera nova vida vai chegar.
Bem, bem lá do fundo nova vida vai chegar!
Ideias de Comida
Tarde de maçã, Bolo de maçã, Sonhos de maçã, qualquer coisa com maçã. Elas estão por toda a parte, tal como as castanhas e batata doce também.
Bolachas de gengibre
Bolo de Cenoura
Diferentes arrozes e lentilhas
Toda a espécie de frutos secos
Ideias Artesanais
Guardar bolotas para chapéus de fadas
Usar pinhas para fazer gnomos
Fazer raspagens de casca e folhas em papel ou cera de abelha
Coleccionar folhas e fazer coroas e mobiles
A Lanterna
Há muito, muito tempo, viveu um rapaz chamado Jorge, que estivera todo o verão lá fora no jardim, caçando borboletas, saltando como um gafanhoto, cantando como um pássaro e tentando apanhar todos os raios do sol. Um dia, quando estava no prado, deitado de costas olhando o céu iluminado pelo sol ele disse: “ Querido Irmão Sol, em breve os ventos de Outono soprarão e assobiarão, o frio gelado virá e nos fará congelar, e as noites tornar-se-ão longas e frias.”
O Irmão Sol empurrou as nuvens para o lado e disse: “ Sim ,estará frio e escuro. No inverno profundo, a luz e o calor vivem dentro de nós, longe da nossa vista. No tempo do frio e da escuridão nós mantêmos a luz dentro de nós.”
“ Mas,” disse Jorge, “ Como guardarei eu a luz quando está tudo escuro ao meu redor?”
“Eu te darei um último raio de luz de Outono, assim que lhe tenhas feito uma pequena casa, pois este raio terá de ser bem guardado. Ele te guiará no caminho para guardares em ti a Luz Interior durante o tempo de frio e escuridão.”
E o Irmão Sol mais uma vez se escondeu por detrás das nuvens.
Jorge foi para casa e pensou qual a melhor forma de fazer uma pequena casa para um dos últimos raios de sol de Outono. Ele pegou numa folha grossa de papel e pintou nela uma bela aguarela azul e amarela. Quando esta secou, cortou janelinhas na pintura. Depois colou papel colorido por detrás da sua aguarela e moldou-a numa lanterna. E quando começou a escurecer foi lá para fora com ela.
Jorge levantou a lenterna sobre a sua cabeça e disse:”Irmaõ Sol, eu fiz uma pequena casa para um dos teus raios dourados. Por favor, podes dar-me um? Eu guardarei-o bem.”
O Irmão Sol por detrás das nuvens disse alto: ”Tu fizeste uma bela casa. Eu te darei um dos meus raios.”
E, subitamente, Jorge viu como as janelas da sua lantern se iluminaram, e quando olhou para dentro da sua lantern viu um pequeno raio dançando em cima de uma vela. Oh, como estava feliz a luz na sua bela lanterna, brilhava cada vez mais!
“Obrigado Irmão Sol!” gritou Jorge para o céu, ” Obrigada!”
E levou a sua lanterna com muito cuidado para casa cantando:
“ Ó sol meu amiguinho
Acende minha lanterna
Tua luz brilha na noite escura
Lanterna guarda-me
Com a tua luz”
Bom recolhimento e até ao S.Martinho!
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